terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Capítulo #1

 How I Became a God

 Capítulo 1 - A Lenda de Lenon

 Em um vasto terreno, entre as altas montanhas, o som dos passarinhos seduziam qualquer apreciador nobre que ali se pusera a admirar.  Em um lugar tão pacífico, havia uma caverna e uma mansão comandada pela família nobre "Eyston".
 Quem olhasse o local acharia que nada há, mas... A dentro da caverna imensa, havia mais de duas centenas de escravos. Lá, quem não alcançasse a meta diária de minérios, não comeria. A comida era dada apenas duas vezes durante o dia, a cada 12 horas, que era um pequeno prato de arroz barato.
 Lá, havia uma lei em especial: Se um casal tiver um filho, a mulher não trabalhará e receberá comida até o filho ter três anos, e o pai terá que trabalhar apenas 80% da meta para conseguir a sua comida e a do filho. Assim, inúmeras família de escravos foram construídas.
 Era uma manhã tão agradável ao som dos passarinhos, que até o ocupado Lenon Eyeston estava tomando seu chá na varanda, observando a linda natureza verde. Ele realmente gostava daquela vida.
 Podia não parecer, mas ele era um homem bom. As metas de seus escravos eram as mais baixas do reino, e a lei da família escrava também era única em todo o reino. Ele queria pagar os escravos, coisas mais nobres, porém, o rei suspeitaria de uma revolução, então, ele apenas não maltratava escravos, e os deixava mais livres.
 A caverna que ele criou mais virou uma colônia. Os mais inteligentes dos escravos receberam aulas nobres, e quando formara, viraram professores na caverna imensa. Com o tempo, surgiram médicos, alguns cartógrafos que fizeram o mapa de lá, seguranças, etc.. Com os estudos, 93% dos escravos continuaram mineradores, enquanto os outros 7% começaram uma nova vida de estudos. Então, com essas coisas, mesmo sendo escravos, a população nem pensava em rebeliões, pelo contrário, agradeciam pela bondade e oportunidade.
 Às vezes, Lenon saía em viagens de negócios. Nesse meio tempo, seu irmão que comandava os escravos. Quando o irmão, Crakz, assumia o controle, muitas maldades eram cometidas contra os escravos, como morte e abuso. Quando nervoso, ele mesmo descia lá e fazia o que quisesse com os escravos, como se fossem brinquedos. Lenon até descobriu sobre isso, mas não podia fazer nada, já que não havia outra pessoa para comandar o local.
 Os escravos gostavam de Lenon, pois eles sabiam que quem era diferente dos outros senhores de escravos era ele, e não Crakz, ou seja, sabiam que nenhum senhor de escravo era bondoso, pelo contrário, eram assassinos, cruéis, faziam o que queriam.
 Maria era a esposa de Lenon. Ele a amava muito, mas uma vez ocorreu de o camareiro a encontrar o traindo com seu irmão, Crakz. No dia, muitas lágrimas ao frio inverno caíram, porém, tudo se estabilizou com ele a perdoando. Depois de um tempo, Maria já nem mais se importava com o que havia acontecido, já que fora perdoada. Mas, seu marido ainda vivia com o peso em seu coração. Ele queria poder ver mais a luz que via naquela mulher, mas nada mais de bom enxergava nela.
 Numa manhã, após voltar de viagem, Lenon foi à procura de seu irmão. Pensava que ele estaria na caverna aprontando mais alguns atos selvagens e sem sentido. Como suas suspeitas, seu irmão realmente estava lá.
 Ele o encontrou matando um casal de monges recém escravos. Ele o mandou parar, mas Crakz não deu ouvidos. Antes que Lenon pudesse evitar, o casal já estava morto.
 "O que você fez...?!", perguntou Lenon, furioso.
 "Eles me desrespeitaram, disseram que o que eu fazia era errado, mereceram morrer."
 As palavras frias de seu irmão machucaram sua alma. Crakz continuou:
 "Mas ainda há mais alguém. Ela estava grávida até pouco tempo atrás, e sua barriga já está normal, ou seja, ela já teve o parto. Para finalizar, só vou matar a criança!"
 Lenon correu o máximo que pôde, mas Crakz era mais rápido. Seu irmão logo encontrou um bebê, e logo pensou que seria o filho dos monges. Sacou sua adaga de aço e mirou no pescoço do bebê. Lenon, atrasado, até tentou o empurrar, mas já estava quase tarde demais.
 Naquele momento crítico, um milagre aconteceu. O bebê, na hora, misteriosamente rolou para o lado direito, fazendo com que a adaga perfurasse o trapézio superior esquerdo, não seu pescoço (NT: TRAPÉZIO DESCENDENTE GOD).
 Lenon suava frio. Para qualquer um o bebê teria sofrido um milagre, mas, diante seus olhos, mais pareceu com um desvio inconsciente. Ele jurava que viu o bebê parar de chorar por um segundo e rapidamente rolar numa velocidade incrível. Outra coisa que explicava que não foi coincidência foi a velocidade do rolamento para o lado direito, que, mesmo lenta, seria muito rápido para um recém-nascido.
 Crakz não desistiu de o matar. Lenon foi obrigado a sacar sua espada e perfurar o peito de seu irmão. Foi uma cena muito triste. Além de Lenon ter sentido o peso de perder um irmão, ainda teria que sentir o peso de matar uma pessoa. Porém, para ele, aquele bebê misterioso tinha que ser salvo, devido a um desvio racional antes mesmo de sua consciência voltar. Para Lenon, quando aquele bebê crescesse, ele se tornaria um monstro, um mestre imparável. Era como um bebê ninja imparável!
 Preocupado com a vida do bebê, ele o encaminhou para seu curador particular (mago do elemento água, especialização: cura). Logo, com sucesso, a vida do bebê já não corria perigo. 
 Lenon se apressou para chegar em casa. Porém, ao contrário do que pensou, sua mulher estava gritando pela casa inteira. Ele entrou na casa e se dirigiu a ela;
 "O que foi, amor?", ele perguntou, carinhosamente.
 "O que foi?! Você acabou de matar o Crakz! Seu lixo imundo! Eu vou sair dessa casa, que você se vire aqui sozinho!", ela respondeu, de forma muito grosseira.
 Lenon entendeu que a traição havia continuado até aquele dia, o dia da morte de seu irmão. Mas, mesmo assim, ele, bondoso como nunca, ainda a amava.
 "Amor, não, Maria. Informei ao rei que eu morri na batalha contra meu irmão, assim, eu sairei de casa e você continuará sendo nobre. Também diga que o bebê do casal de monges morreu junto de seus pais. Eu te amo. Algum dia você irá se perguntar o porquê que não deu valor a um homem de valores como eu. Não quero te ver sofrer, apenas quero que você aprenda a valorizar o que é certo. Digo, adeus, até nunca mais."
 Naquele dia, ele, junto do bebê, saiu daquela mansão. Também, antes de sair, informou aos escravos sobre o ocorrido.
 Maria acabou virando uma má governante aos escravos, e isto lhe custou caro. Dez anos depois, mais de 300 escravos se revoltaram. OS que eram mais nobres informaram ao rei sobre o acontecido na noite de dez anos atrás, quando Crakz morreu.
 Ela foi executada pelo rei. E, como forma de honrar a bondade de Lenon, uma estátua dele foi erguida ao lado da do rei, na praça principal do reino WhiteMagic. Também, inúmeros escritores escreveram num livro sobre a lenda de Lenon. Até mesmo ele virou uma lenda aos escravos, que fofocavam sobre essa história. Alguns dos escravos mais ousados até oravam para ele pedindo que melhorasse o tormento deles.
 Fim.


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