segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Capítulo #4

 How I Became a God

 Capítulo #4 - Teste 1/2

 “Oi pai.... “, Mike dizia, chegando em casa muito triste.
 “Vejo que conseguiu os livros... por que está com essa cara tão triste, então? “
 “Pai... eu entrei no colégio Lokto.... “
 “O que?! O que houve?! “
 “Eh... simplesmente, eu entrei numa briga tentando defender uma pessoa fraca. Infelizmente, não fui forte o suficiente, digo, o guardião da escola teve que parar a luta. E, então, ele recolheu minha carta de admissão, com o selo do próprio filho do rei. “
 “Entendo, então você falhou numa missão tão básica... “
 No momento, alguém bateu na porta.
 “Entre! “, gritou o pai, furioso.
 Bharikem adentrou na casa. Quando fora passar pela porta, seu escudo bateu, então o deixou fora da casa.
 “A culpa não é dele, mas sim minha. Eu que o fez ir até o colégio. Por favor, se for fazer algo com ele, faça comigo. “
 O pai coçou a cabeça.
 “O que diabos realmente aconteceu? “
 Após uma longa série de desculpas, os dois garotos contaram tudo que aconteceu, fato por fato, desde que se encontraram no caminho (leia o capítulo #3), até a saída deles do colégio.
 “Entendo... Filho, pelo menos você tentou fazer o bem. Porém, como já disse, para proteger alguém, você tem que ser mais forte. Proteger alguém é mais difícil que matar uma outra pessoa. Mas, de qualquer forma, é melhor você ir frequentar o colégio. Eles não gostam de desertores, principalmente aqueles que já entraram no colégio, e ainda fizeram uma confusão. Eu não queria, mas a partir de hoje, você frequentará o colégio. Eu também sei que o colégio possui dormitórios, e por isso que eu não te verei por anos. Não era meu plano agora, mas enfim, de qualquer forma, uma pessoa como você tem que entrar em um colégio, ou em uma guilda. Espero que fique mais forte, e que, um dia, se lembre daqueles lobos que matou como se fossem nada. Filho, eu te amo, nunca se esqueça disso. Você sabe que eu não sou seu pai verdadeiro, mas mesmo assim, você me tratou com respeito, e se rebelou menos do que aqueles cujo possuem um pai de verdade. Ah, mais uma coisa! Já que não te verei mais, provavelmente, tenho que te dar um presente. Quando eu te encontrei, você estava abraçado com isso, e digo, deve ser uma coisa bem preciosa. Se trata de um colar que carrega uma chave dourada, linda, com uma joia de um minério desconhecido, mas, estipula-se que é mais caro que diamante. Não se esqueça da regra da sobrevivência: os predadores sempre caçaram os mais fracos – “
 “Correção: As pessoas que possuem bigodes sobrevivem melhor que pessoas que não possuem bigodes. “, interrompeu Bharikem, com essa frase desnecessária.
 “Ah, que seja! De qualquer forma, eu sempre estarei contigo. Caso precise de ajuda desse velho, não hesite em pedir. “
 Mike chorou. Assim como seu pai dissera, eles não se veriam por um longo tempo, ou até mesmo para sempre. E, tudo isso por causa do erro que ele mesmo cometera, em ir para o colégio, ao invés de ir para a biblioteca. Ele tinha o dinheiro, tinha tudo, mas mesmo assim, escolheu seguir o Bharikem.
 Sem perceber, ali nascia uma nova jornada. Se é mais sombria, ou mais clara, não sabemos, mas que uma coisa é certa: aventuras, surpresas e emoções o esperavam (NT: esse era para ser o final do capítulo passado, mas, eu simplesmente esqueci de adicionar essa parte...).
 O portão de Lokto, um destino de surpresas. A cada passo, ele sentia mais pesos em suas costas, e ao mesmo tempo, se sentia mais leve, por ter deixado tudo aquilo que o prendia de seguir o caminho da batalha, o caminho da profissão mais famosa e desejada por todos, o caminho de ser um aventureiro, matar monstros, ter casos de amor em aventuras, ter histórias para contar. E a coisa mais impressionante, era ter a sensação de glória e conquista após derrotar um grande inimigo, ou aprender um novo golpe muito forte. E, ao mesmo tempo, a tristeza de ter que abandonar seu pai, que viveu com ele a vida inteira. De abandonar aquela floresta, lugar onde tantas memórias ali descansavam. A tristeza de não poder mais parar para observar os cantos dos passarinhos, ou simplesmente não poder mais ir pescar com seu pai, contar piadas, sabe, conversar até. Mas, ali começava uma jornada de um verdadeiro homem, e não mais do garotinho que tanto chamávamos de personagem principal à toa. Foi naquele dia que, subitamente, ele aceitou seu destino de ser forte.
 “Pai, sua lição está errada, que só poderei proteger quem amo se eu for forte, pois, se eu partir numa jornada para me tornar forte, eu estarei colocando em risco a pessoa que mais amo, você. Não importa o que seja, sempre há vice versas. Digo, quem sou eu para dizer isso ao meu pai? Haha! Haha... “
 Seus passos eram pesados, mas não mais que a casa que ficava naquela floresta, nem mais que suas memórias. Logo ele chegou no colégio, preparado para o que viesse, pois, ele não perderia a chance de viver com seu pai à toa. Se algo aconteceu, foi porque o destino permitiu. Seja o que for, ele seguiu em frente, com seus próprios pés.
 “Agora, ele finalmente iniciou sua jornada. Acho que fiz bem por não o treinar por tanto tempo, deixando ele continuar sendo esse diamante bruto, não esculpido. Digo, sempre haverá pessoas que esculpem melhores que outras, e, espero que tenha o deixado com o melhor escultor. “
 *****
 Charlotte era uma garota de cabelos loiros, olhos azuis, solitária. Ela sempre foi um pouco rejeitada pela sociedade, já que sua classe era suporte. Ela foi escolhida pelo deus golfinho, dá agua, e acabou que, os talentos que ela recebeu foram todos de cura. Ela era uma garota extremamente linda, inteligente, porém, estes fatos foram apenas mais um motivo para ser excluída entre as garotas. Esses fatores fariam ela se aproximar de homens, mas, sua personalidade, um pouco desajeitada, sempre fazia ela acabar em confusões, e quem quer que ficasse ao seu lado, sempre terminaria junto com ela, tomando bronca e castigos na sala dos superiores.
 Ela adorava ver o céu, queria ter o poder dos ventos, mas, infelizmente, o golfinho a escolheu. Bem, pelo menos é melhor que uma baleia, se não todos a zoariam. Ela gostava de pintar, desenhar, rimar. Era uma garota extremamente extrovertida, e sempre passava suas ideias para todos. Era um pouco rebelde, mas nunca fugia da linha. Talvez, a rebeldia tenha vindo com alguns acontecimentos, ou, talvez, seja simplesmente uma de suas puras características.
 Ela nasceu de uma família nobre, e por isso, quando souberam que ela era um golfinho, eles começaram a desprezá-la. Digamos que, todos os nobres daquele reino sofriam por luxúrias e poderes, e quando possuíam um filho que não poderia herdar estes poderes, eles se desesperavam, até diziam que seria melhor abandonar o filho atual e engravidar de novo.
 Geralmente, nós temos a visão de uma suporte que seria frágil, delicada, e obedeceria às ordens, mas, no caso de Charlotte, ela que fazia o que quisesse, e o que desse na telha.
 Ela possuía dois brincos espetacularmente bonitos, com lindos cristais azuis que refletiam as cores do oceano. Eram de sua avó, que antes de morrer, pediu que desse à sua neta. Desde então, ela sempre os usa. Ela também já percebeu que os brincos aumentam a regeneração de mana, e o máximo de mana que o corpo dela poderia possuir.
 Havia, também, um outro fato que fazia dela uma pessoa que a família não gostasse. Bem, ela era uma meia-elfa, ou seja, a mãe dela acabou tendo um filho com um elfo. Elfos, por natureza, possuem mais mana e mais regeneração de mana do que qualquer outra raça, e também aprendiam e dominavam mais fácil a magia, porém, muitos ataques necessitavam também do físico, o que era um dos pontos fracos dos elfos. Mas tudo se resolveu quando ela teve a notícia que seria uma suporte, afinal, ela não precisaria de atacar, apenas de fornecer ajuda com sua magia.
 Ela acordou meio pálida. Havia acabado de ter um terrível pesadelo. Ela corria em um labirinto, e atrás dela, um crânio gigante, sussurrando em seu ouvido as palavras que sua família já a havia chamado. Foi muito, muito ruim e assustador.
 Mas, acordada, já estava tranquila. Desceu o andar e foi para a cozinha. Preparou o café da manhã, comeu e alimentou seu gatinho. Depois, escovou os dentes, tomou banho, pôs seu uniforme do colégio Lokto, e saiu de seu dormitório na escola.
 Ela andava tranquilamente pela cidade, já que estava muito mais adiantada que o normal. Também, criou um clone d’água. Ela jogava maldições nele, e ele começava a morrer. Ao mesmo tempo, ela começava a curá-lo, fazendo ele se recuperar. Ela se tornou a suporte mais forte nos dois aspectos fazendo isso. Geralmente, um suporte só melhoraria curando um companheiro ferido, e para um companheiro se ferir, demoraria muito. Mas, se você pudesse bater em um clone, e, em questões de segundos, fazê-lo com pouca vida para curá-lo, você melhoraria milhares de vezes mais rápido que os demais.
 Antes que pudesse observar, ela já estava atrasada. Ela fez o chão ficar molhado, e com magia da água, patinava por ele, deslizando seus pés. Chegou na escola antes que o tempo de entrada acabasse.
 Lá, ela era um pouco zoada, por não ter força particular, mas todos tinham respeito por ela, e viviam chamando ela para participar da equipe, pois ela era a melhor suporte. Obviamente, ela via a violência que os fortes praticavam com os fracos, mas nem ligava. Desde que ela não fosse quem sofreu o ataque, ela continuava tranquila (NT: o prêmio de melhor personalidade de suporte do ano vai para~~).
 Ela prestou atenção na aula. Ela tinha um plano para poder ser a herdeira da família dela. Se ela fosse a maior suporte de todos, os mais fortes iriam querer formar aliança com ela. Ela poderia até não ter força própria, mas ninguém começaria uma guerra, pois como suporte, ela teria muitos companheiros de guerra fortes, e aliados poderosos, o que faria ela ser quase imbatível. E era por esse motivo que ela sempre prestava atenção nas aulas, e com o tempo, foi se tornando uma pessoa intelectual incrivelmente forte, além de bonita, é claro.
 Mas, por causa de seus desastres, como deixar derramar café na roupa dos outros, ela sempre se envolvia em brigas, e seus aliados se ferravam muito por causa disso. Esses foram um dos motivos que levaram ela, uma suporte muito boa, ser tão sozinha.
 Naquele dia, no recreio, não foi uma exceção. Ela carregava um prato de feijoada, cheio de molho, muito mesmo. Ela, por acidente, tropeçou e deixou tudo cair em um dos top-5 classe D. Ele tinha pavio-curto, e, por isso, partiu para a agressão contra ela.
 “Sua vadia imunda! Olha o que fez! Sua suporte imunda do cara***! “
 O forte daquela escola era o elemento de fogo, e, por isso, os aprendizes do fogo tinham melhores instruções e lições. Aquele cara do top-5 era um mago-guerreiro do elemento do fogo. Ele usava uma lança, e ao mesmo tempo, conseguia fazer inúmeras magias, usando os orbes.
 Os orbes eram a magia mais fraca e inicial, porém, a única magia que evolui com o tempo. Ou seja, dependendo de como usá-la, você pode fazer dela a magia mais forte de todas. Se trata em invocar um orbe de seu elemento. Quanto mais evoluído, maior o número de orbes, e também mais resistentes elas são. O tamanho não muda, apenas se fizer uma fusão de orbe, que é uma técnica de nível mestre.
 Charlie, o garoto de pavio-curto, top-5, invocou de uma vez quatro orbes do elemento de fogo. Todos ficaram impressionados.
 Ele tacou as quatro de uma vez na Charlotte
 Ela desviou para a esquerda, mas, antes que vesse, ele já tinha previsto isto, já atacando com a lança. A lança a acertou na barriga, seu sangue escorreu.
 “Isso basta. “
 Charlotte perdeu a consciência, e, quando recuperou, já estava na enfermaria.
 “Merda... Como que eu posso ser tão fraca...? “
 Ela foi para o dormitório com peso nas costas. De qualquer forma, um banho no rio a relaxou um pouco. Durante o banho, ela ouviu dois garotos conversando muito, em um tom muito feliz e animado. Ela, escondida, para não ser vista nua, se aproximou para ver quem era.
 Se tratava se dois garotos, um de cabelos negros e olhos vermelhos, com um tamanho pouco alto, e outro de cabelos castanhos e olhos verdes, de tamanho muito pequeno. Ela conhecia o de cabelos castanhos, era Bharekim, mas, seu amigo, ela não o conhecia.
 Ela simplesmente não gostava do garoto com o escudo. Sabe, sempre que ela ia conversar com ele, ele logo se escondia atrás do escudo, e ignorava ela. Charlotte não ligou muito para os dois, e voltou ao rio. Ela sempre se banhava por lá.
 “Eu já vi aquele garoto de cabelos negros... ele sempre estava aqui na floresta, caçando ou pescando. Será que ele não tem dinheiro, e, ao invés de virar um mendigo no reino, preferiu virar um homem selvagem, sobrevivente, correndo risco de morte toda hora? “, pensava ela, enquanto demonstrava certo respeito e admiração pelo garoto. Mas, deixou isso de lado. Saiu do banho e foi para casa.
 Lá, ela não conseguia parar de pensar nele: “Quem que seria ele? Como e por que ele estava andando com o Bharikem, um estudante do colégio? Que ligações ele teria a ver com Lokto? O Que que formaria a conexão entre todos os fatos? Será que seria um novo aluno? “. Mais e mais dúvidas apareciam em sua cabeça.
 “Por que uma pessoa de cabelos negros está nesse reino? Menos de 1% da população em Visken tem essa cor de cabelo, e, ainda, todos vivem no sul. Por que um desses estaria no Leste? Um espião, talvez? “
 Ela percebeu que ainda nem havia escurecido. Decidiu treinar um pouco, até para esquecer sobre aquele tal garoto misterioso. Novamente, ficou horas na base do clone de água.
 As pessoas não sabiam, mas, na verdade, ela era a top-1 do ranking D. Muitos achavam que o top1 estaria nas montanhas, treinando com mestres monges, mas era alguém bem simples, que sempre estava na frente de todos, e ninguém percebeu. Mesmo com sua aparência, Charlotte nunca foi muito notada.
 Na verdade, ela mantinha um segredo. Ela era a princesa de Escord. Sim, a futura rainha. Ela era um meio-elfo, mas mesmo assim, foi indicada e escolhida para ser a princesa de Escord. É uma história meio antiga, onde seu avô, um ajudando do rei, um dia, mostrou seu majestoso domínio da água. Seu avô era o maior mago de água do reino, e, quando ele dizimou um exército inteiro só com uma onda de água gigante, o rei lhe deu aprovação. Combinou que, sua futura filha, seria uma candidata à princesa.
 O rei morreu, mas quem virou fora sua filha, não a filha do grande mago. A filha desse mago era uma pessoa terrível, muito má, e quando soube que não seria a rainha, ficou ainda mais desesperada e cruel, resultando na mãe de Charlotte.
 Ela, um dia, invadiu uma aldeia de elfos. Ela transformou alguns em seus escravos, e acabou resultando numa filha, a Charlotte. Ela nasceu bem, mas, acabou tomando um destino cruel, virando uma suporte. Nunca, em nenhuma geração, um suporte virou candidato ao trono, e isso fez a mãe pirar mais ainda.
 O imperador do império Leste, o império Khathryll, e o imperador Letroks, um dia, antes de falecer, conheceu a família Visk. A família Visk era a família de Charlotte, e possuía este nome porque eles tiveram o maior explorador da história, que conheceu muitos lugares de Visken, bem, 70% de lá, já que o mundo era imenso, muito imenso. Esse explorador tinha memória fotográfica, e passou décadas vendo mapas, mas mesmo assim, não conseguiu gravar todos os lugares. Assim, como o explorador era o que mais conhecia o mundo, o nome da família virou “Visk”, abreviação de “Visken”.
 O imperador conheceu a Charlotte, enquanto ela ainda era uma criancinha. Ele já tinha lidado com muitas, mas ela era especial. Além de ser gentil, ela tinha uma personalidade única e era um monstro em quesito de talento. Ele não ficou triste quando descobriu que fora um deus golfinho que a abençoou, mas sim abriu um lindo sorriso.
 “Eu acho suportes seres fantásticos! Meus maiores aliados são suportes! Em questão de poder, eles são mais fortes do que qualquer um! Já viu o que um suporte de alto nível faz? Eles controlam, matam, curam, lideram, são gente-boa, caridosos, dão a vida pelos outros. Me digam um tipo de pessoa mais nobre que eles, não tem! Eu realmente estou feliz por ela ser uma suporte, e se der, com esse talento, gostaria que ela disputasse com outras candidatas pelo trono do império. Não acha que seria demais uma suporte como imperatriz? “
 Porém, a mãe discordou.
 “Uma pessoa tão fraca não merece um título desses. “
 “Então, vamos fazer um jogo. Você era uma candidata ao reino de Escord, certo? Então, sua filha será a princesa definitiva, não candidata. Se ela se tornar uma boa rainha, ela irá se tornar a imperatriz quando eu morrer. Pode ser? “
 “Ah, sim! Aquela criança nem vai conseguir apoio da população para virar uma rainha. “
 E foi assim que a Charlotte ganhou o papel dela de princesa de Escord, porém, mais importante, já que, no futuro, poderia chegar a ser a imperatriz de Khathryll. Desde tal idade, com quase dez anos, já possuía tal responsabilidade nas mãos. Não era algo que gostava, pois, por ser um pouco rebelde com seu destino, gostava sempre de ter liberdade, poder escolher suas próprias ações. Mas, ser a imperatriz de um império inteiro era algo que ela queria muito, muito mesmo, portanto, sempre seguia a linha. E, quando ela ficava desanimada, sempre era só lembrar que ela seria a rainha, e tudo voltava e ser colorido, feliz.
 Sobre os comandantes (rei ou rainha, imperador ou imperatriz), vale notar que não é decidido pelo sangue (nobre ou plebeu), mas sim pelo poder. Porém, naquele mundo, geralmente as pessoas mais fortes são nobres, devido ao poder que recebem pelo sangue, e, todas eleições são feitas pelo poder, não pela descendência (até porque, se não, a Charlotte não seria a princesa, mas sim a filha do rei, ou da rainha).
 Ela estava muito nervosa. Se ela quisesse algo, ela não pararia até conseguir. E, dessa vez, seu objetivo era descobrir quem era aquele garoto de cabelos negros. Isso acabou levando ela até uma série de observações e recordações.
 “Eu já conversei com ele antes.... Eu sempre tomei banho por lá, e, geralmente, eu o via sempre após os banhos. Ele já conversou, e até mesmo brincou comigo. Ele é um cara legal, mas... seria realmente possível alguém viver anos sobrevivendo numa floresta, sem nem ao menos nunca visitar o reino? “, se debatia Charlotte, ficando cada vez mais confusa.
 Chegou numa hora que ela se perguntou o porquê disso tudo, de tanto se perguntar quem é ele. Ele jamais poderia ser seu amigo, porque sua família não deixava ela ter amigos que sejam garotos, pois ela sempre terá que conservar sua essência e pureza, até o dia de se casar e fazer dele um herdeiro para o trono, como o dever de uma princesa. Mas, mesmo sabendo disso tudo, ela não conseguia parar de tentar entender as conexões entre os acontecimentos.
 Um dos acontecimentos, que deixaram as coisas mais claras foi que, durante seu treinamento, ela novamente os dois garotos, andando por aí.
 “Eles ficaram horas conversando? Como assim...? “
 Ela nunca teve amigos, mas mesmo se tivesse, seria impossível você acabar de conhecer uma pessoa e passar horas apenas conversando, como se fossem melhores amigos desde há muito tempo. Ela ficou impressionada.
 “Eh.... Mas ele é realmente educado e extrovertido. Eu mesmo fiquei assim quando o vi pela primeira vez.... “
 Assim que eles foram pelo caminho do colégio, ela também foi, porém, atrás, bem longe, para não ser percebida. Não era como se ela estive os seguindo, afinal, ela também tinha que ir para o colégio, e o caminho era o mesmo.
 Ela os seguiu até o colégio. Viu, também, que o tal garoto entrara como convidado, e não como estudante.
 “Hm? Ele não é um estudante novo? O bharikem realmente virou amigo dele em tão pouco tempo, e ainda o deixou entrar na escola? “ *sussurra*: “Não parecia que eles se conheciam.... “
 Assim que eles foram para o dormitório, ela foi para a feirinha. Como já dito, a escola não apenas tinha o tamanho de uma cidade, mas também era uma cidade. Lá, na praça das lojas de comida, havia, toda noite, as feirinhas, que eram onde todos reuniram para comerem e beberem juntos. Montavam muitas barracas de comida na rua, e os clientes tinham uma variedade de lojas a escolher.
 Ela gostava de ir comer lá, por algum motivo. Ela ficava cercada de pessoas aleatórias, e a maioria ficava julgando ela, comentando uns com os outros sobre as falhas da personalidade dela. Ela ficava cada vez mais sozinha, como se fosse um barco que partisse para a escuridão, e a luz que cobria seus amigos, diminuiu, tornando-se visível apenas para ela. Ela já estava farta, já teve muitos calafrios com esse mar negro que dela não largava.
 Comeu mais rápido do que nunca, queria sair dali o mais rápido possível. Depois de sair de lá, ela encontrou Bharikem e seu amigo saindo do colégio. Ela os observou mais. Ela também viu que eles viram Benlyf batendo em outro estudante.
 “Aquele cara realmente merecia apanhar... ele, além de não treinar, fala mal dos que são inferiores à um inferior daqueles.... “
 Para sua surpresa, o garoto de cabelos negros o protegeu com sua vida. Ele começou uma luta com Benlyf.
 Ela viu que o garoto era incrivelmente rápido, esperto, e que poderia julgar toda situação com apenas um olhar. Porém, havia um erro fatal: ele não usava magia. A luta foi passando, e o adversário finalmente descobriu que o menino não usava magia.
 “Como que ele é tão rápido e forte, sem nem ao menos usar magia? Bom, é uma pena que seu adversário é um lutador entre os top-3. Ele já vai estar morto depois desse ataque, já que não possui resistência a nenhum tipo e magia. “
 Após o chute, o garoto se levantou. Apenas seu nariz e boca sangrava, e estava visivelmente tonto.
 “Como ele sobreviveu à um ataque desses? Uma pessoa normal, que não pratica magia, morreria instantaneamente, com seu crânio triturado. Mas, ele apenas teve um sangramento nasal e uma gengiva machucada.... “
 No próximo ataque de Benlyf, Bharikem entrou na frente. Charlotte percebeu claramente que, mesmo com o escudo, o braço de Bharikem saiu quebrado, e seu ombro deslocado. Ela se perguntava como que o garoto de olhos vermelhos conseguiu, além de se levantar depois de um ataque desses, ainda conseguir andar.
 “Algo está errado nisso, muito errado. “
 Logo, o guardião apareceu. Ela logo o reconheceu, Khanmel, a pessoa que a convidou para entrar no colégio. Também viu que ele pegou um papel do garoto de cabelos negros. Após, tudo, ela se aproximou do mago.
 “Quanto tempo, Khanmel. “
 “Ah, quanto tempo! Eu te vi semana passada, não foi mesmo? “
 “Khanmel, já se passaram quatro meses desde que te vi. “
 “É que eu perco a noção do tempo da terra quando estou treinando no meu próprio mundo. Enfim, o que quer? “
 “Eu só queria conversar mesmo. “
 “Mentirosa. “
 “Ah, ok! Eu vim te perguntar sobre aquele garoto de cabelos negros. O que você sabe sobre ele? “
 “Você está interessada nele? Alguém que você nem ao menos conhece... essa realmente vai ser nossa rainha? “
 “Para de ser besta! Eu não tenho este tipo de intenções! Eu só fiquei curiosa sobre ele, tipo, no que que você envolveu ele? “
 “Ele é o ‘up’ que eu falei antes, e o que ele me deu foi uma carta que eu dei junto à carta do rei. “
 “Aquele cara é o ‘up’? Tem certeza? Você não disse que somente uma pessoa forte o bastante para subjugar os céus seria o ‘up’? Pelo que vi, o menino nem sabia usar magia. “
 “Ele viu a minha katana. “
 “Eu também vi sua katana. “
 “Meu Deus.... Ele viu o espirito de ignição da minha katana. Até hoje eu não a vi sem ser nos meus pensamentos ou nos meus sonhos, e ele viu ela, sendo que nem ao menos formou um contrato. Ele tem sim um talento mágico, digo, um talento superior ao mágico, eu diria que é um espiritual, comparável ao dos deuses. Não faz sentido alguém ver um espirito de uma arma de ignição. É óbvio que há algo de errado com isso. E você observou aquela chave que ele carrega no pescoço? Ela emite uma energia estranha. “
 “Não me diga que ele vai ser o líder do grupo, por favor. “
 “O líder do grupo será você. Eu não sei se ele será forte ou fraco, apenas sei que ele possui o poder de ver espíritos. É impossível ele ser fraco, já que ainda tem como ser um necromante. Nem os necromantes conseguem ver um espirito, geralmente são os espíritos que se revelam para eles. Fora que, espíritos de ignição não são visíveis, eles ficam selados dentro da arma. Bom, é apenas um mito, mas e se, na verdade, apenas o poder ficam selados na arma, enquanto eles são como espíritos livres? Ah, apenas sei que um garoto que tem essa afinidade ao mundo espiritual não pode ser fraco, em nenhuma das circunstâncias. “
 Charlotte já tinha mudado sua visão sobre o garoto.
 “Entendo. Não é como se isso fosse meu assunto. Vou voltar logo para meu quarto. “
 “Você devia se preocupar sim, afinal, ele será do seu time. Acho que já sabe que não me engano, e que escolho friamente os membros desse time. Ele foi a única exceção, o único que não possui um talento assustador. E bom, eu não posso obrigar ninguém a fazer time com ninguém, por isso, eu escolhi também cada um com as personalidades perfeitas para se encaixarem nesse time, e, nesse quesito, novamente o garoto é uma exceção. Mas, uma coisa te garanto – ele não lhe aborrecerá. Ele é bom em fazer amizades, mas respeita a opinião dos outros ~~ é o que eu acho pelo menos~~. De qualquer forma, está tudo em meus planos, e não é por causa dele que tudo sairá dos trilhos. Ah, eu também tenho uma notícia para lhe dar – hoje é ano novo, certo? Você não terá aula amanhã, então, o que acha de ir para a montanha Fuki? Digo, sem mim, sozinha, só para ver a vista de lá em cima. “
 “Seu velho... Já está voltando com seus planos impecáveis de prever o futuro analisando friamente a personalidade de cada um? Ah, que seja. Eu acho que você devia tirar umas férias. Se eu for lá e algo acontecer, eu vou aceitar esse garoto aleatório no meu grupo. Mas, se nada acontecer, você tira ele, certo? “
 “Velho é seu pai, eu tenho apenas 31 anos! Se nada acontecer, eu tiro ele do grupo à vontade. “
 “E vai perder aquele selo real assim? “
 “Não vou perde-lo, até porque nunca erro. E, mesmo se eu errasse dessa vez, eu tenho segundos planos. Para falar a verdade, eu nem precisaria falar nada. Mesmo que ele saía do grupo, você o colocaria de volta. Você é uma pessoa curiosa, e não vai sossegar até descobrir o passado dele. “
 “Você me dá raiva. “
 “Sua raiva me contamina, princesa. Espero que saiba que uma resposta grossa desse tipo tem suas consequências. Eu quero aumentar o valor da aposta. Caso você ganhe, então, além de expulsá-lo, eu contarei tudo sobre ele que eu sei. Caso eu ganhe, você terá que ser a suporte dele por um ano. O que me diz? “
 “Eu aceito a proposta. “
 *****
 Debbie estava ansiosa. As aulas do colégio já tinham acabado, mas ela ainda continuaria a reencontrar seus amigos. Ela era popular, e, por isso, tinha que manter esse papel, fazendo novos amigos e espalhando sua fama pela escola. Sua aparência ajudava muito nesse papel: cabelos vermelhos e olhos verde-água.
 Normalmente, este não era o pensamento dela. Ela apenas queria conhecer novas pessoas, reencontrar velhos amigos. Mas, devido ao seu poder e à sua aparência, as pessoas valorizavam muito ela.
 Debbie era uma maga de fogo, do tipo destruição. Destruição é o tipo de magia mais ‘explosivo’ de todos, não significa que era o mais forte. Se você quisesse, por exemplo, explodir uma montanha, destruição seria o tipo perfeito para você. Era para ela ser do tipo conjuração, mas foi uma história bem longa.
 Ela veio do império do Oeste. Lá, há o reino em que vivia se chamava Oston (naquele mundo, impérios eram lugares gigantes formado por vários reinos). Seu reino era um lugar pacífico, formado por elfos negros, e uma pequena parte de elfos supremos. Elfos supremos são os melhores em magia de destruição, enquanto os elfos negros, de conjuração. Mas, as escolas de lá, ensinavam principalmente conjuração. Então, mesmo se fosse um elfo supremo, você iria aprender mais conjuração que destruição.
 Debbie era uma criança adotada. Seus pais eram legais, mas, por serem elfos negros, eles queriam que ela aprendesse conjuração. Ela era uma elfa suprema, e queria aprender destruição. Ela queria destruir exércitos com uma magia, sabe, esses desejos supremos de destruição. E, os pais, pessoas boas, aceitaram sua personalidade, porém, nenhuma escola ensinaria destruição corretamente. Então, ela aprendeu pelos livros, sozinha, auto-de-data.
 Aos seis anos, ela foi convocada para entrar no colégio Lokto, que tinha, além do principal elemento ser fogo, ainda conservava a destruição como melhor método de magia. Fora que, na atualidade, era esse colégio que ganhava quase todos prêmios de melhor estudante de Visken.
 Aos sete anos, ela virou uma aluna de elite no colégio, recebendo dinheiro por mês, promoções, aulas particulares, equipamentos de elite, quartos luxuosos, defesa vigiada, livros de magias mais fortes, instrutores, descontos em todas as lojas, permissão para ir ver sua família a cada mês, elixires (elixir é o mais OP dessa lista), poções de status temporário, mais fama com o reino, permissão para criar uma equipe (são os professores que criam a equipe, mas alunos de elite podem cria-las por si mesmos), permissão para explorar novas dungeon, receber mapas especiais que são muito pouco conhecidos ou vendidos, poder usar o dispositivo de telepatia e o de tele transporte quando quiser, e mais inúmeras vantagens e benefícios que possuía.
 Aos nove anos, virou o aluno destaque do colégio. Era um gênio em todas possibilidades. Porém, havia um detalhe que lhe incomodava. Quem a chamou para o colégio foi Khanmel, um cara que, supostamente, estava formando uma equipe para ele comandar. Porém, mesmo aos nove anos, ela ainda não havia encontrado o time que ouvira falar. Talvez fosse apenas um mito, ou uma fofoca distorcida.  
 Dia primeiro de janeiro, de 791. Foi naquele dia que ela conheceu Charlotte. Ela já havia a visto, porém, nunca conversou mesmo. Estava de noite, na feirinha. Foi a única pessoa que realmente conversou com ela, apesar de, visualmente, a Charlotte não ter gostado.
 Ela, inicialmente, fora lá para fazer novos amigos, e foi isso que tentou com Charlotte, porém, para a garota rebelde, ela estava apenas se aproximando para zoar ela, igual como todos faziam. Debbie nem teve tempo para elogiar a aparência da Charlotte, que, possivelmente, seria a melhor em todo o colégio - não era apenas a cor dos cabelos ou dos olhos, era, também, o corpo. Antes mesmo da puberdade começar a Charlotte já estava crescendo nas medidas, e, ainda por cima de tudo, a estrutura óssea dela não apresentava mínimo defeito, o que fazia ela parecer um anjo. Mas, infelizmente, ela sempre acabava em uma confusão, e ninguém quer ficar perto dela por causa disso. Ela parecia não saber, mas esse era o único motivo, literalmente o único, pois, além de bonita, ela era mais educada. Mas, cada um vive da maneira que quiser.
 A Debbie havia, naquele dia, aprendido seu sexto orbe. Sua habilidade era imensa, e, logo no ranking C, provavelmente já dominaria a fusão dos bangs (bangs são os orbes, bang é um orbe. Eu decidi deixar o nome assim, porque parece um tiro quando se usa, fora que, ToG me ensinou bastante). Era um gênio imparável (NT: Até poderia ser um gênio imparável, mas jamais seria mais imparável que o bebê ninja imparável).
 Ela adorava comer. Como magia usava mana, ela nunca ficava gorda.
 Bom, a diferença de mana e ki são um pouco confusas. Primeiramente, temos dois núcleos, e um é de ki, e o outro é de mana. Quando fazemos algo que gera energia, como respirar e comer, o nosso núcleo de ki transforma a energia em ki, e o núcleo de mana multiplica o número de ki, formando uma energia mais fraca, chamada de mana. 1energia = 1ki, 1ki=5mana. É como se tivesse um copo de café, quanto mais água ou leite pôr, maior será a quantidade, e mais fraco será o gosto, é isso que o núcleo de mana faz. Como o mago usa feitiços gigantes, ele morreria caso usasse ki, por isso se usa mana, pois, mesmo sendo mais fraco, dá a possibilidade de criar feitiços gigantes e avassaladores. Lutadores que usam muito o físico usam o ki apenas para reforçar o corpo, pois se usassem uma magia com o ki, poderiam morrer. E, a energia pura, que conseguimos pelas ações, se ela não for para o núcleo de ki, ela irá para o corpo, assim dando energia básica para realizar o cotidiano, ou seja, ela só tem a função de gerar ki, se ver do ponto de vista de combate. Sempre se lembre da fórmula – 1e = 1k, 1k = 5m. Ela será bem útil no futuro da história.
 No ranking C, o usuário evoluí pela primeira vez o núcleo de mana, podendo formar variações, como 1k=6m. Aí, a quantidade de mana aumenta mais ainda, porém, continuará com a mesma força de 1/5 do ki. A Debbie, antes mesmo do ranking C, já tinha esta evolução (a Charlotte também já evoluiu, somente as duas no colégio inteiro).
 Mas, caso fosse um lutador, você evoluiria o ki. No normal, é 1e=1k, mas, evoluindo, fica 2e=3ki, e a força do ki continua a mesma (a força do ki sempre será 1/1 da energia).
 Debbie, naquela noite, não se sentiu bem para dormir, preferiu meditar a noite inteira, até para evoluir um pouco seu controle de mana. Foi um uma meditação bem árdua, lutando contra o sono, mas, felizmente, ficou revigorada, pois o corpo descansou e gerou mais energia do que dormindo, e, além de tudo, ainda melhorou minimamente a mana.
 Ela gostava de passear pelo colégio. Naquela manhã, ela decidiu ir ver a montanha fuki, pois, no dia anterior, vira um cartaz falando sobre um novo grupo de jovens de ranking C que iriam contar como que é o próximo ranking, para saberem como se preparar.
 Como esperado, na montanha haviam muitas pessoas. Era um evento novo, fantástico, onde pessoas mais fortes ensinavam pessoas mais fracas a lutar. Mesmo Debbie sendo muito forte, ainda não chegava a ser mais forte que os rankings C, que já possuíam a evolução dos dois núcleos. E as magias também eram mais evoluídas.
 Ela viu a Charlotte, e a cumprimentou. Dessa vez, diferente de antes, ela estava de um bom humor, mas um humor tão bom que contaminava qualquer um à sua volta.
 “Por que está tão feliz? Sabe, seu sorriso está até macabro de tão feliz. “
 “Eu estou fazendo uma aposta com um tal de Khanmel. Eu não espero que saiba quem ele é, afinal, só uns poucos escolhidos sabem. “
 “Aquele velho está novamente fazendo um de seus planos que dão certo, mas depois dão errado? “
 “Você o conhece...? “
 “Sim, eu o conheço. Fora que ele me convidou para a escola. Graças a ele que hoje eu não sou uma maga de conjuração. “
 “Então você faz parte do meu time-. “, ela fora interrompida pelo anunciador.
 “Senhoras e senhores, que aqui estão presentes, sejam bem-vindos! Alguns vieram aqui apenas por ter visto que haveria um evento, portanto, eu explicarei aos que não sabem direito. Aqui, nós testaremos as forças dos rankings D, ensinaremos algumas técnicas do ranking C, e diremos os pontos que vocês têm que evoluir! Façam uma fila atrás desse dispositivo de soco. Ah, lembrei de mais uma coisa! Os que passarem com com mais de 2000 pontos, participarão de um jogo, em que a recompensa é aluno elite para toda a equipe, e, para quem já possui isso, tipo a Charlotte e a Debbie, ganharão um pergaminho de arma de ignição. O preço para testar a força, para ver se chega a 200, são 80 ouros. Suportes não precisarão de fazer o teste, mas sim um teste de cura, de maldição ou de controle. “
 “A Charlotte é uma aluna elite? Pensei que era só a Debbie. “
 “Parece que os boatos de que as duas eram as melhores alunas do colégio não eram mentira. “
 Fofocas surgiam em todos os lugares.
 Certamente, era bem difícil um ranking D passar logo no primeiro teste, que seria atingir 2000 pontos com apenas um ataque. Pessoas que usavam velocidade tinham uma área limitada para correr, então possuíam muitas desvantagens.
 A cada vez que dez alunos tentaram passar no teste, pelo menos oito falhavam. Durante a vez de uma certa garota, que passou, Debbie viu que um garoto de cabelos negros chegou atrasado, junto com o Bharikem (por Bharikem ser da escola, todos o conheciam, até porque ele era famoso por carregar um escudo tão pesado). O mais incorreto nem foi o atraso deles, mas sim a Charlotte ficar observando atentamente o garoto de cabelos negros, e a Debbie percebeu isso.
 “Você está afim dele? “
 “Não é isso. Ele vê espíritos, e ele viu o espirito da katana do Khanmel. “
 “Nossa! Então ele deve ser muito forte! “
 “Não, ele não é. Ele não consegue usar magia. “
 “Isso não é possível. Todos sabemos que até quem nem se comunicar com espíritos consegue ser um necromante. “
 “Pois é, mas ele não sabe nem diferenciar um espirito de um humano. “
 “O que? Está querendo me dizer que ele já possui isto desde quando nasceu, e não adquiriu com consciência? “
 “Sim. O Khanmel disse que ele achou que fosse uma pessoa real, enquanto, na verdade, era a katana dele. “
 “... “
 *****
 Mike finalmente passou pelo portão da escola. Já estava satisfeito com sua escolha, mesmo conseguindo apenas ver o lado ruim.
 “Ah, vamos correndo Mike! Depois você coloca suas coisas e suas roupas no dormitório! Há um evento que está começando agora, e é importantíssimo para nós entrarmos nele! “
 Eles haviam perdido muito tempo na casa de Mike, o que acabou fazendo com que o evento, que começou de manhã, quase fosse perdido. Quando eles chegaram, ele já tinha começado.
 “Ainda podemos entrar? “, Bharikem perguntou para o guardião que cuidava do evento.
 “Sim, mas terá que pagar uma taxa extra. O preço normal é 80 ouros, para vocês serão 200. “
 A renda mensal de Bharikem era de 1000. Ele gastaria 400 em apenas um evento, já que Mike não tinha dinheiro. Ele não sabia o que faria nos próximos dias, como que gastia o dinheiro.
 “Tudo bem, aqui. São 400, um para mim, e outro para o meu amigo. “
 “Ok, podem passar. “
 Mike olhou para aquela confusão. Haviam muitas pessoas angustiadas, por terem pago 80 ouros e terem falhado, mas também haviam aquelas felizes por terem passado, e além de tudo, haviam as que ainda estavam na fila.
 “Vamos para a fila. “
 As duas últimas da fila eram a Charlotte e a Debbie. Bem... a Debbie estava muito corada.
 “O que você tem, Debbie? “, perguntou Charlotte, enquanto os dois garotos ainda estavam correndo para entrar na fila.
 “É que... eu tenho atração por caras com bigode, e, mesmo o Bharikem ainda não tendo, ele com certeza vai ter, e ainda um gigante, pelo tanto que ele considera o poder de um bigode... “
 “Eh, minha mãe tinha razão, há fetish para tudo. “
 Mike e Bharikem finalmente entraram na fila, e ficaram atrás da Charlotte e da Debbie.
 “Oi, Bharikem! “, Debbie cumprimentou, muito animada.
 Bharikem pôs seu escudo no chão e entrou dentro dele (no capítulo passado, eu disse que ele ia para trás do escudo, me perdoem. O escudo é muito grande e grosso, portanto, ele entra dentro dele, ao invés de se esconder atrás).
 “O- Oi... “, disse Bharikem, muito envergonhado, dentro do escudo.
 Enquanto isso, Mike e Charlotte ficaram trocando olhares.
 “Oi! Eu sou Mike Utherson Rhoodes, quase dez anos. Qual seu nome? “
 Ela olhou um pouco desanimada. “Ele não se lembra de mim”, pensava.
 “Eu sou Charlotte Visk Tolkien, uma suporte dessa escola, e como você ouviu, sou uma aluna de elite. “
 “Não precisa ser tão formal, afinal, nós costumávamos a brincar, não era? Você sempre tomava banho no rio perto da minha casa. Não se lembra? “
 Charlotte só se lembrava dele porque foi o único garoto de cabelos negros que vira na vida. Ela realmente estava bem surpresa e animada por vê-lo se lembrando dela.
 “Então você ainda se lembra... que bom! Mas, você, pelo que vi, não pode usar magia, certo? Como vai passar nesse teste? Você não pagou 200 ouros à toa, certo? “
 “Eh... eu não sei. “
 A fila andou rapidamente, e a vez deles chegaram. Até o momento, o placar máximo foi de 977.             Debbie subiu no palco, e encarou o clone de energia.
 “De o seu ataque mais forte nele. “
 Debbie pôs sua mão direita na cabeça daquele clone. Logo, seis bangs surgiram em volta dela, e eles se juntaram em apenas um, que ficou atrás da palma de sua mão.
 “Exploda! “
 Uma rajada de fogo saiu da palma de sua mão e atravessou a cabeça do clone.
 “1319... que poder esplêndido.... “, admirava o condutor dos testes.
 Chegou a vez da Charlotte.
 “Cure o clone, amaldiçoe ou paralise-o. “
 Ela fez os três de uma vez. Formou três bangs, um curou o clone, outro deu dano, e o outro se dirigiu ao chão, fazendo todos inimigos da área ficarem lentos.
 “300 de dano/s, 400 de cura/s, 30% de imobilização. O mínimo de dano por segundo era 100, a cura era 200, e a imobilização, 20%. Porém, era para fazer só um, você fez todos. Até hoje, no ranking D, não houvera nenhum suporte que superava a média em todos os aspectos. Parabéns. “
 Chegou a vez de Bharikem.
 “Ah, um guardião. Bem, o teste também é diferente para você. O clone soltará um ataque mágico a cada dez segundos, cada vez um mais forte que o outro. Se você conseguir defender pelo menos até ele tiver dando 400 de dano por ataque, você passa. “
 Ele colocou seu escudo no chão. O primeiro ataque do clone foi de uma força equivalente a 50 pontos. O segundo, 100. Depois, 200. Bharikem tremeu um pouco neste, entretanto, continuou. 400 foi o dano do ataque, Bharikem aguentou firme. 800 de dano fora o próximo, e Bharikem ainda não caiu, porém, machucou a perna, que amorteceu o ataque. Quando chegou no 1600, ele fez sua primeira magia. Seu elemento era água, e curou todos os próprios ferimentos, e buffou levemente seu escudo.
 O ataque de 1600 de dano chegou. O escudo não quebrou, nem ao menos arranhou, mas os músculos do braço de Bharikem explodiram.
 “Acho melhor parar. O próximo será de 3200, a força de um ranking C iniciante. “
 “Pode ir, eu aguento. “
 Ele colocou suas duas mãos no escudo, ao invés de só uma. Uma raiz saiu do chão e se agarrou ao escudo. O clone deu o soco, que era tão forte que todos sentiram a pressão dele. O soco bateu no escudo, e o fez recuar um pouco, arrastando-o para trás, mas, o ataque foi parado. Os meridianos de seus dois braços explodiram, e algumas partes de sua pele rasgaram, fazendo com que seus dois braços sangrassem muito.
 “Agora sim, eu paro. “
 Ele não bateu o recorde da história da escola, mas foi o segundo melhor. A história tinha centenas de anos de experiência, e de ser o segundo melhor guardião da história no ranking D, foi muita coisa.
 Obviamente, os defensores tinham que aguentar o dobro do dano do maior ataque de seu inimigo, e, pelo que todos viram, Bharikem seguraria o ataque de Debbie normalmente, aguentaria até dois ataques dela, porém, não comuns, mas sim os mais fortes.
 Chegou a vez de Mike. O placar até agora era:
 Lugar #1 – Debbie - 1319
 Lugar #2 – Hikaru  - 1240
 Lugar #3 – Benlyf - 931
  Mike tinha apenas que conseguir 200. Muitos falharam nisso, e, o top-3 só foi tão alto porque todos já estavam perto de passar para o ranking C, o normal seria conseguir entre 100-300.
 Ele não aprendeu magia. Não aprendeu nada, era impossível para ele fazer algo. A derrota era certa, 200 ouros desperdiçados.
 “Juiz, você pode me dar um momento? Eu preciso ir ao banheiro, e não será rápido, sabe.... “
 “Ah... Ok, por ir. Só tente não demorar muito. “
 Mike realmente precisava ir no banheiro, fazer necessidades “mais grossas”. (NT: que frase mais borrada). Porém, foi bem mais rápido que pensara, ficou um pouco menos de três minutos. Ele não sabia usar magia, e precisava aprender. Ele acabou indo para a biblioteca. Era imensa, e por isso ele demorou muito lá para reencontrar a saída.
 “Eu vou sair daqui... Não encontro nada. “
 Na hora, ele viu um menininho no final do corredor. Ele chamava a atenção de Mike, como se estivessem brincando de pega-pega, e, ao mesmo tempo, era como se fosse algo importante. Mike o seguiu, afinal, o juiz o esperaria ainda por muito tempo.
 Ele seguiu o garoto até um corredor apertado, pequeno. O menino apontava para um livro velho vermelho, que se destacava plenamente em toda a biblioteca.
 “Deve ser esse. “
 Era um livro velho, que tinha o nome de “Black Light” (Luz Negra). Ele tinha a capa mista de branco com preto, era incrível aos olhos de Mike. Ao abrir o livro, as palavras saíram dele e adentraram na cabeça de Mike, assim como uma energia prateada interligou os dois. Palavras, frases, parágrafos, páginas, capítulos foram adentrando na cabeça dele. Ele foi, aos poucos, perdendo a consciência.
 Ele se reencontrou num mundo paralelo, com apenas uma imagem à sua frente – um cavaleiro branco, com uma armadura feita de ossos de dragão, e uma espada gigante negra. Ele estava assentado, com sua espada fincada no chão.
 “Eu sou Robert Michael, um cavaleiro caído que acabou se envolvendo com as trevas para proteger a todos. Infelizmente, devido à minha falta de evolução, meu elemento espiritual foi a escuridão, ou as trevas, como preferir. Meu princípio é usar o mal para fazer o bem. Porém, para se seguir este caminho, você deve ser mais forte que o mal, para não cair em sua tentação. Você gostaria de fazer um contrato comigo? Eu lhe darei força e poder para que domine o mundo-. “
 “Eu não quero dominar o mundo, apenas quero poder o suficiente para proteger quem amo, assim como meu pai me ensinou. “
 “Muito bem, você passou no primeiro teste. Você negou a primeira tentação do poder. Agora sim, você deseja formar um contrato comigo, para que consiga poder o suficiente para proteger não apenas quem ama, mas para proteger a todos? Proteger apenas a quem ama é um pouco egoísta, e egoísmo não é uma característica de um cavaleiro. Sempre proteger a todos é o único requerimento para poder usar meu poder. “
 “Sim, eu aceito. “
 Ele acordou, caído no corredor da biblioteca.
 “Merda! Eu já devo estar muito atrasado! “
 Charlotte implorava para o aplicador/juiz esperar mais um pouco.
 “Só mais um minuto. Se até isso ele não voltar, ele estará desclassificado por deixar o teste. “
 Para a felicidade de todos, Mike voltou antes da contagem acabar, faltando seis segundos. Mas, o que mais preocupava a todos era a falta de habilidade de Mike. Mas, para ele, ele conseguiria facilmente. Ele sentia que 200 era pouco, muito pouco, que até mesmo o score da Debbie era pouco. Ele sentia seu sangue queimar, e, ao mesmo tempo, estava quase dormindo, ou desmaiando. Ele estava num momento de êxtase. Ele subiu no palco muito, muito lento, quase caindo aos pedaços. Lá, ele encarou o clone.
 Benlyf observava com prazer, esperando o fracasso de Mike. Como se já não bastasse ele ter o surrado, ele ainda queria ver sua desgraça. Mas, se surpreendeu ao ver o golpe de Mike.
 Mike girou, levantou o joelho, e deu um chute reto na cabeça do clone, com a sola de seu pé. Fora o mesmo movimento que Benlyf havia usado contra ele, um dia antes.
 A cabeça do clone saiu voando, e, atrás dele, numa área cônica de vinte metros, o chão todo quebrou, criando um incrível pequeno relevo. As árvores que estavam no caminho, todas foram simplesmente deletadas, nem as folhas sobreviveram. O score finalmente saiu: 7329.
 Ele quebrou a expectativa de todos, e, após o golpe, ele desmaiou. Aquilo fora apenas uma pequena parte do poder do cavaleiro, e, o pode evoluir junto do usuário, ou seja, aquilo se tornaria ainda muito mais forte.
 Agora sim que Charlotte não conseguia tirar os olhos dele. Ela não acreditava no que vira. Aquilo superava o poder de um ranking C médio...
 “Ele é realmente especial... Eu quero ele no meu time. “
 Fim do capitulo #4